“Você começa com cabos flexíveis e termina com cabos rígidos e felizes” 

Siri Hustvedt 

Em seu best-seller Conectografia: Mapear o futuro da civilização mundial (2022), o estrategista Parag Khanna argumenta que atualmente o poder se concentra nas megalópoles de alta intensidade de conectividade. Em consequência, a acumulação de infraestruturas necessárias para maior conectividade, é um indicador menos aproximado e mais real das fronteiras geográficas, uma vez que estas são despidas da carga emocional, cultural e imaginária daquela sofrida pelos vestígios territoriais físicos ou gráficos do passado. 

Nós discutiremos os fundamentos não pensados da obra de Khanna, à luz de um projeto de graduação em arquitetura desenvolvido no marco da iniciativa MetaSpaces Media Lab. O projeto intitulado Inabitabilidade e Metanoia. Simbiose e deriva no território de Sumapaz, faz parte da obra de criação produto de investigação Metapaisagens/Metanóia: inabitabilidade, gênero, memória. 

Nosso propósito é argumentar que para mapear o futuro civilizatório real, é importante imaginar o passado territorial emocional. Para isso, apresentaremos paisagens digitais que modificam a perspectiva do fato referencial real, para induzir diferentes modos de percepção, recepção e reflexão que englobam as problemáticas contemporâneas de habitabilidade / inabitabilidade da terra, gênero e memória — problemáticas alheias às preocupações de índole informática da Conectografia. 

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